👨‍🎨 Rafael Sanzio: artista italiano do Renascimento


Arte italiana

Escrever sobre um artista do Renascimento italiano é o maior prazer para mim, uma vez que sou apaixonadada por esse período da arte ocidental.

E o prazer é dobrado quando dedico este texto ao magnífico Rafael Sanzio (Raffaello Sanzio), artista cujas obras são admiradas não somente na Itália, mas também em outros museus pelo mundo.

Em 2020, são comemorados os 500 anos da morte de Rafael Sanzio.

Tour Seguindo os passos de Rafael Sanzio em Roma, Vaticano, Florença e Urbino

Rafael Sanzio, artista italiano do Renascimento


Rafael Sanzio nasceu na cidade de Urbino, Itália central, em 1483, e morreu no ano de 1520, em Roma, com apenas trinta e sete anos de idade.

Seu pai, Giovanni Santi, era um pintor, e Rafael, já aos dezesseis anos, toma conta do ateliê do pai como artista autônomo.

Por volta de 1500, Rafael colabora com outro artista de grande fama, Perugino.

Perugino, Michelangelo e Leonardo da Vinci

Além de Perugino, Rafael também decola na sua carreira artística ao se relacionar com Michelangelo e Leonardo da Vinci, e alcança o equilíbrio artístico máximo com a correta aplicação das regras da arte renascentista, a imitação da natureza e a leveza da expressão.

Autorretrato de Rafael Sanzio, artista italiano

Autorretrato de Rafael Sanzio, 1504-1506, Galeria dos Ofícios, Florença.

Em 1508, Papa Júlio II chama esse artista para ir trabalhar em Roma, mais precisamente para afrescar as salas de seu apartamento particular no Vaticano.

O ciclo inicia com a Stanza della Segnatura (1508-1511) e continua com aquela de Eliodoro (1511-1513), com uma passagem progressiva de cenas harmonicamente impostadas sobre fundos simétricos, com episódios mais estimulantes, sob jogos de luzes sugestivos.

Um artista viajado

O artista prossegue seu trabalho com retábulos de altar, retratos e afrescos, dentre estes a decoração da Villa Farnesina e o palácio do banqueiro Agostino Chigi.

Sob o pontificado de Leão X, Rafael recebe a incumbência de ser o conservador das atividades vaticanas e se dedica a preservar o patrimônio arqueológico: realiza obras arquitetônicas e decorativas (Logge no Vaticano, Villa Madama) e modifica novamente o próprio estilo, antecipando temas e soluções do maneirismo principiante.

Rafael viajou pelas regiões italianas de Marche, Úmbria e Toscana (com uma permanência fundamental em Florença), antes da sua transferência definitiva para Roma.

Cúpula da Capela Chigi em Roma. Obra de Rafael Sanzio

Cúpula da Capela Chigi na Igreja de Santa Maria del Popolo, Roma, cuja arquitetura foi projetada pelo artista, assim como os cartões para os seus mosaicos e, provavelmente, os desenhos para as esculturas.

A Muda

La Muta, 1507. Essa obra foi conservada na Galeria dos Ofícios até 1926, quando então foi transferida definitivamente para a Galeria Nacional de Marche, Palácio Ducal de Urbino.

A ausência de informações precisas sobre a origem da obra fez com que a identificação do retrato ficasse controversa, a qual, segundo as últimas hipóteses, pertenceria à Giovanna Feltria della Rovere, filha de Federico da Montefeltro e mãe de Francesco Maria, herdeiro do Ducado de Urbino após a morte de Guidobaldo da Montefeltro, em 1508.

La Muta de Rafael Sanzio, artista italiano

La Muta, Palácio Ducal de Urbino, região Marche.

Nossa Senhora com o Menino Jesus

Madonna col Bambino, Casa Santi em Urbino, cuja primeira referência é do século XVII, quando o arquiteto Muzio Oddi, novo proprietário da casa, mencionou a obra nas suas memórias holográficas.

Considerada primeiramente como obra de Giovanni Santi, a maior parte da crítica de hoje aceita a autoria de seu filho Rafael, reconhecendo-se, assim, a primeira obra-prima do pintor urbinate, um pouco mais que um simples adolescente naquela época.

Madonna col bambino. Rafael Sanzio, artista italiano

Madonna col bambino, Casa Santi, Urbino.

O afresco Madonna col Bambino representa Nossa Senhora de perfil, sentada no interior de um nicho enquanto, entertida com a leitura de um texto, acaricia docemente o bebê adormentado sobre seus joelhos.

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O Êxtase de Santa Cecília

O Êxtase de Santa Cecília entre os Santos Paulo, João Evangelista, Agostinho e Maria Madalena, Pinacoteca Nacional de Bolonha.

Realizada por volta de 1513 para a capela da beata Elena Duglioli, a qual construiu a sua própria imagem de santa sobre a lenda de Santa Cecília.

A figura de mártir é proposta em uma representação “musical” inédita, repleta de significados simbólicos que, para os olhos do devoto, chama os temas do amor divino e do desprezo pelos bens mundanos, simbolizados por meio dos instrumentos da música terrena e profana abandonados no chão.

Santa Cecília de Rafael Sanzio

Êxtase de Santa Cecília entre os Santos Paulo, João Evangelista, Agostinho e Maria Madalena, Pinacoteca Nacional de Bolonha.


* Esta postagem faz parte da Blogagem Tripla “Artistas do Renascimento Italiano“. Leia também os textos de:

Descobrindo a Sicília: Antonello da Messina.

Passeios na Toscana: Michelangelo.

Tour Seguindo os passos de Rafael Sanzio em Roma, Vaticano, Florença e Urbino


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