✡️ Breve história e dicas do gueto hebraico de Roma: o segundo mais antigo da Itália


Dicas de Roma, Vaticano e arredores / Museus

Um dos bairros mais charmosos de Roma, pelo menos na minha humilde opinião, é o gueto hebraico, que fica ao lado do Teatro de Marcelo e do Rio Tevere.

Instituído em 1555, é o segundo gueto mais antigo da Itália, enquanto o primeiro, o de Veneza, criado em 1516, é também o gueto hebraico mais antigo da Europa.

Breve história e dicas do gueto hebraico de Roma


Dicas do que ver no gueto hebraico de Roma

Plaquinhas fixadas no chão, em frente a algumas habitações de hebreus que foram deportados durante o Fascismo.

Os hebreus estão presentes em Roma há mais de dois mil anos (II século a.E.V., ou seja, antes de Cristo). Esse aspecto favoreceu o desenvolvimento de uma intensa vida cultural e a produção de tantas obras de arte desde a Antiguidade.

Criação do gueto de Roma

O gueto romano foi instituído pelo Papa Paulo IV (Pietro Carafa) em 1555 e terminou em 1870, com a conquista de Porta Pia.

A área escolhida para a reclusão dos hebreus estava situada no bairro Sant’Angelo, onde, há muitos séculos, já viviam diversos membros da comunidade hebraica de Roma, bem inseridos no contexto econômico e social da cidade.

A falta de liberdade dos hebreus romanos

Com o gueto, os espaços de mobilidade física dos hebreus foram reduzidos bastante, assim como a respectiva liberdade econômica, social e religiosa.

A área de reclusão sofreu diversas alterações ao longo dos séculos, porém, até hoje, podemos ver o centro do gueto na esquina entre Via Catalana e Via del Tempio.

Sinagoga de Roma, a maior da Itália

Templo Maior.

Presença de hebreus líbios

O bairro hebraico é uma área de grande interesse histórico e um ponto de referência para quem deseja saborear a cozinha hebraico-romana e a dos hebreus líbios, os quais formam uma comunidade presente na Cidade Eterna desde 1967.

Museu e Sinagoga

O Museu Hebraico de Roma conserva e expõe objetos provenientes, sobretudo, das antigas cinco sinagogas do gueto.

Trata-se de bens que, no decorrer dos séculos, foram oferecidos pelos diversos membros da Comunidade Hebraica de Roma às sinagogas a que pertenciam.

Os cálices para o Kiddush, os Meillim (tecidos que cobrem a Torá), os enfeites da Tevá, foram confecionados por artesãos locais e estrangeiros e fabricados em épocas diferentes (a maioria dos objetos são datados entre os séculos XVI e XIX).

O que ver no gueto hebraico de Roma

O Templo Maior (sinagoga) visto do Teatro de Marcelo.

O Templo Maior

O Templo Maior, inaugurado em 1904, foi a primeira sinagoga monumental construída  na cidade.

Tem uma estrutura singular que reinterpreta livremente a arquitetura da Antiga Judeia, sob as influências dos estilos europeus contemporâneos, dentre os quais, a Art Nouveau.

Desde 1932, os hebreus sefarditas rezam no Templo Espanhol, situado na cava do Templo Maior.

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O que ver no gueto hebraico romano


Templo Maior

Largo Stefano Gaj Tachè. Site: www.romaebraica.it

Museu Hebraico de Roma

Via Catalana, esquina com Largo 16 ottobre 1943. Site: wwww.museoebraico.roma.it

Templo dos Jovens, Ilha Tiberina

Ilha perto do gueto, conserva os restos do Templo dos Jovens.

Pórtico d’Ottavia

Complexo monumental da Roma Antiga.

Dicas do gueto hebraico de Roma

Fachada do Pórtico d’Ottavia e parte do Largo 16 ottobre 1943.

Piazza Cinque Scuole

Próximo a esta área, estavam situadas cinco sinagogas que funcionaram de 1555 até 1908: a Scòla Nova, a Scòla del Tempio, a Siciliana com rito italiano, a Castelhana com rito espanhol e a Catalã.

Largo 16 ottobre 1943

Lembra o dia da inspeção dos hebreus por parte dos nazistas.

Piazza Mattei

Aqui se encontrava uma das portas do gueto que fechava a Via della Reginella.

O que ver no gueto hebraico romano

Fontana das Tartarugas, na Praça Mattei.

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*Fonte: Turismo Roma Capitale.

**Este post faz parte do Projeto #experienceRome.


VIAGEM NA ITÁLIA

Desde 2003, sou residente em Riccione, um balneário turístico na região Emília-Romanha. No fim de maio de 2013, decidi tirar da gaveta a ideia de escrever um blogue com dicas de viagem na Itália, divulgando, assim, o maravilhoso patrimônio artístico, cultural e paisagístico que só este país pode oferecer. Estou também no Facebook, Instagram, Twitter e YouTube. Assine a newsletter mensal.

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