🎶 Giuseppe Verdi: um dos maiores compositores italianos de ópera


Cultura italiana

Giuseppe Fortunino Francesco Verdi, nome completo de Giuseppe Verdi, foi um dos maiores compositores italianos de ópera no século XIX, e suas obras musicais são muito apreciadas no circuito do repertório operístico internacional até hoje.

Verdi nasceu em uma família pobre na pequena cidade de Roncole di Busseto em 10 de outubro de 1813, naquela época essa cidadezinha pertencia ao antigo Estado de Parma, o qual era governado pela França.

Faça uma viagem pela breve biografia de Verdi e conheça mais sobre suas óperas.

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Giuseppe Verdi: Óperas


Como um menino prodígio, Verdi, na sua adolescência, já tocava música com uma sua velha espineta, e seu primeiro maestro foi o organista da sua cidade-natal, Don Pietro Baistrocchi.

Óperas de Giuseppe Verdi. Retrato de Boldini

Retrato de Giuseppe Verdi realizado por Giovanni Boldini em 1886. Foto: Wikimédia Commons.

Barezzi, seu padrinho artístico

Aos doze anos, Verdi foi à cidade de Busseto para ajudar o seu futuro padrinho artístico, Barezzi, em seus negócios, e lá cursou o ginásio, estudou música com o maestro Ferdinando Provesi (diretor da Sociedade Filarmônica) e também a língua latina.

Depois de Busserto, Verdi foi para Milão após ter conseguido uma bolsa de estudos do Monte di Pietà (instituição financeira sem fins de lucro) e com um subsídio de Barezzi.

Em 1828, com apenas 15 anos, compôs uma sinfonia inspirada na obra “O Barbeiro de Sevilha” de Rossini, e aos 19 anos tentou entrar no Conservatório de Música, mas não conseguiu porque não tinha a idade apropriada.

Assim, decidiu prosseguir seus estudos com aulas particulares lecionadas pelo maestro de cravo do Teatro alla Scala de Milão, Vincenzo Lavigna, o qual também era professor de solfejo no Conservatório.

Moradia em Milão

Quando voltou a Busseto, Verdi foi nomeado maestro de música da prefeitura e diretor da banda da cidade. Em 1835, ele se casou com a filha de seu padrinho artístico, Margherita Barezzi, com a qual teve dois filhos.

Em 1838, foram morar em Milão e lá o artista assinou um contrato com a casa de edições musicais Ricordi e debutou como compositor de óperas.

Óperas de Giuseppe Verdi

Estátua de Giuseppe Verdi em Busseto, província de Parma, região Emília-Romanha. Foto: Wikimedia Commons.

Ópera “Oberto Conte di San Bonifacio”

Sua primeira ópera foi “Oberto Conte di San Bonifacio”, comissionada pelo empresário do Teatro alla Scala de Milão, Bartolomeo Merelli, a qual foi exibida com sucesso de público em 17 de novembro de 1839.

Porém, a sua segunda ópera do gênero comédia, “Un giorno di regno”, representada em 5 de setembro de 1840, não teve o mesmo êxito da primeira e foi um fracasso total.

Para aumentar ainda mais o desgosto de Verdi, tal insucesso aconteceu no mesmo período em que o artista perdeu a esposa e seus dois filhos…

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Com o tempo, Verdi se recuperou da morte de sua família e a sua estrela voltou a brilhar com o sucesso de “Nabucodonosor” (ou “Nabucco”), exibida em 9 de março de 1842, seguida pela ópera “I Lombardi alla Prima Crociata“, sempre representada no Teatro alla Scala de Milão, em 11 de fevereiro de 1843, “Ernani” (Teatro La Fenice de Veneza), “I due Foscari” (Teatro Argentina de Roma), “Giovanna d’Arco” (Teatro alla Scala de Milão), “Alzira” (Teatro São Carlos de Nápoles), “Attila” (Teatro La Fenice de Veneza), “Macbeth” (Teatro della Pergola em Florença), “I Masnadieri“ (Teatro Her Majesty de Londres), “Il corsaro” (Teatro Grande de Trieste), “La battaglia di Legnano” (Teatro Argentina de Roma), “Luisa Miller” (Teatro São Carlos de Nápoles) e “Stiffelio“ (Teatro Grande de Trieste).

Aos 37 anos, Verdi era já um artista de sucesso. Suas óperas eram representadas em teatros de toda a Europa, até mesmo na famosa Ópera de Paris, onde foi representada a sua obra “I Lombardi” na nova encenação de “Jerusalém“.

Vídeo com algumas óperas de Giuseppe Verdi


Mais óperas de sucesso

Na primavera de 1851, Verdi, já casado com a sua segunda esposa, Giuseppina Strepponi, mudou-se para Sant’Agata, um vilarejo de Villanova sull’Arda, província de Piacenza, região Emília-Romanha.

Ali o artista se interessou pela agricultura, poesia, economia e política, sendo também eleito conselheiro, mas nunca deixando de lado a composição de suas óperas.

E foram justamente as suas últimas criações as que tiveram maior sucesso no panorama operístico. Compôs “Rigoletto” (Teatro La Fenice de Veneza), “Il Trovatore” (Teatro Apollo de Roma), “La Traviata” (Teatro La Fenice), “I Vespri Siciliani” (Teatro da Ópera de Paris), “Simon Boccanegra” (Teatro La Fenice), “Un ballo in maschera” (Teatro Apollo de Roma).

Após a representação de “La forza del destino”, no Teatro Imperial de Petersburgo em 10 de novembro de 1862, Verdi diminuiu o ritmo de sua produção musical, mas compôs ainda “Don Carlos” (Teatro da Ópera de Paris), “Aida”(Teatro da Ópera do Cairo), comissionada para a inauguração do Canal de Suez, e o “Quartetto in mi minore per archi”, única composição do gênero camerístico.

Óperas de Giuseppe Verdi. La Traviata

Cartaz de divulgação da ópera “La Traviata” no Teatro La Fenice de Veneza em 6 de março de 1853. Foto: Wikimedia Commons.

Morte de Giuseppe Verdi

Em 1874, apesar de sua desilusão com a política, Verdi foi nomeado senador, escreveu “Messa di Requiem” pela morte de Alessandro Manzoni, a qual foi representada na Igreja de São Marco em Milão, e, nos anos seguintes, escreveu suas últimas óperas: “Otello” (5 de fevereiro de 1887) e “Falstaff“ (9 de fevereiro de 1893), ambas representadas em Milão, para onde o artista se mudara e composto quatro trechos de música sacra: “Ave Maria”, “Laudi alla Vergine”, “Te Deum” e “Pater noster”.

Em 16 de dezembro de 1899, sempre em Milão, instituiu a “Opera Pia Casa di Riposo per i Musicisti“ desejando, generosamente, garantir uma vida decente a todos aqueles que tinham se dedicado à arte musical e se encontravam em condições precárias.

Giuseppe Verdi morreu em Milão em 27 de janeiro de 1901. Sua tumba está situada na Casa de Repouso dos Músicos de Milão, estrutura por ele fundada.

Aproveite para escutar a belíssima canção “La donna è mobile”, da ópera “Rigoletto”, interpretada pelo tenor Enrico Caruso.


*Este texto faz parte de uma Blogagem Tripla. Leia também sobre outros dois compositores italianos de óperas nos blogues:

Descobrindo a Sicília – Vincenzo Bellini

Passeios na Toscana – Giacomo Puccini

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VIAGEM NA ITÁLIA

Desde 2003, sou residente em Riccione, um balneário turístico na região Emília-Romanha. No fim de maio de 2013, decidi tirar da gaveta a ideia de escrever um blogue com dicas de viagem na Itália, divulgando, assim, o maravilhoso patrimônio artístico, cultural e paisagístico que só este país pode oferecer. Desde 2018, trabalho como guia de turismo autorizada em Bolonha, Roma e Vaticano. Estou também no Facebook, Instagram, Twitter e YouTube. Assine a newsletter mensal.

Comments

  1. […] premiação final e uma linda apresentação da uma orquestra que tocou óperas de Giacomo Puccini, Giuseppe Verdi,Georges Bizet, […]

  2. […] Profano será um palco de exceção para novos talentos de três conservatórios italianos: o Giuseppe Verdi de Turim, o Ottorino Respighi de Latina e o Fausto Torrefranca de Vibo […]

  3. […] em 1961 foi também o ano da sua primeira performance no exterior, em La Traviata, de Giuseppe Verdi, com Virginia Zeani, em Belgrado. Depois continuou a trabalhar com essa artista em 1963, em Lucia, […]

  4. […] Rossini (“Tancredi”, 1836), Vincenzo Bellini (“Beatrice di Tenda”, 1832) e Giuseppe Verdi (“Rigoletto“, 1851). Foi nesse teatro que a ópera de Verdi, “La Traviata”, […]

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