Dicas em Bolonha: ⛪ Basílica de Santo Stefano


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Indepentemente da sua religião, ou não religião, o importante é que quando você for a Bolonha não deixe de conhecer a “Sancta Jerusalem Bononiensis” (Santa Jerusalém de Bolonha), isto é, Basílica de Santo Stefano: um antiguíssimo complexo de sete igrejas, hoje são quatro, com um sepulcro, mas sem o “morto”, localizada no centro histórico da cidade.

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Dicas em Bolonha: Basílica de Santo Stefano, a Santa Jerusalém


Dicas em Bolonha: Basílica de Santo Stefano

Pátio de Pilatos, Basílica de Santo Stefano em Bolonha.

A  Basílica de Santo Stefano, com origem no século IV-V, foi construída sobre um antigo templo pagão dedicado à deusa Isís. Atualmente as igrejas que formam o complexo são: Igreja do Santo Crucifixo (século VIII), Igreja do Santo Sepulcro (construída talvez no século V e reconstruída no século XII), Igreja dos Santos Vital e Agrícola (do século V e reconstruída nos séculos VIII e XI), onde estão os sarcófagos dos dois mártires, e Igreja da Trinidade ou do Martyrium, de origem incerta.

Dicas em Bolonha: Basílica de Santo Stefano

Igreja dos Santos Vital e Agrícola, à esquerda, e Igreja do Santo Sepulcro.

Os vários restauros realizados por volta de 1880 e nas primeiras décadas do século XX mudaram a antiga composição deste complexo, o qual, de sete igrejas, passou a ter quatro igrejas tradicionais.

Dicas em Bolonha: Basílica de Santo Stefano

Igreja do Santo Sepulcro. No seu centro, uma edícula que continha os restos mortais de São Petrônio (hoje estão na Basílica de São Petrônio, sempre no centro histórico de Bolonha).  Provavelmente era próprio aqui que ficava o antigo templo pagão dedicado à deusa Ísis.

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Dicas em Bolonha: Basílica de Santo Stefano

Igreja dos Santos Vital e Agrícola. O primeiro era um servo e o segundo, um patrão. Foram os primeiros dois mártires bolonheses a serem perseguidos na época de Diocleciano (305 d.C.). No interior desta igreja há restos de pavimento romano em forma de mosaico, os quais são visíveis através de um vidro.

Dicas em Bolonha: Basílica de Santo Stefano

Ao sair da Igreja do Santo Sepulcro você entra no Pátio de Pilatos, o qual tem esse nome para lembrar o lugar onde Jesus foi condenado. Na foto dá para ver a Bacia de Pilatos, obra longobarda do século VIII.

Dicas em Bolonha: Basílica de Santo Stefano

Igreja da Santa Cruz, do Calvário, da Trindade ou do Martírio. Segundo algumas pesquisas, há a probabilidade de que esta igreja tenha sido usada para guardar os corpos dos mártires Santos Vital e Agrícola e, sucessivamente, com a chegada dos Longobardos, transformada em um Batistério.

Curiosidade

Na Igreja da Trindade ou do Martyrium está guardado o presépio mais antigo do mundo: um grupo de Adoração dos Magos com estátuas de dimensões humanas (última capela, entrando à direita na igreja).


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Dicas em Bolonha: Basílica de Santo Stefano

O pátio medieval, com dois andares, é maior que o Pátio de Pilatos. Daqui dá para ver o sino do complexo, realizado no século XIII e levantado no século XIX.

Dicas de Bolonha: como chegar à Basílica de Santo Stefano


Endereço: Via Santo Stefano, 24, centro histórico de Bolonha. Da Praça Santo Stefano você já vê a Basílica.

Horário: Todos os dias, das 8h às 19h. Durante as funções religiosas, a visita turística pode ser limitada ou interrompida.Guia brasileira em Bolonha

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VIAGEM NA ITÁLIA

Desde 2003, sou residente em Riccione, um balneário turístico na região Emília-Romanha. No fim de maio de 2013, decidi tirar da gaveta a ideia de escrever um blogue com dicas de viagem na Itália, divulgando, assim, o maravilhoso patrimônio artístico, cultural e paisagístico que só este país pode oferecer. Desde 2018, trabalho como guia de turismo autorizada em Bolonha, Roma e Vaticano. Estou também no Facebook, Instagram, Twitter e YouTube. Assine a newsletter mensal.

Comments

  1. Avatar Anonymous Says: junho 1, 2014 at 3:44 pm

    Estive nessa basílica no ano passado e ela é realmente maravilhosa!

    Márcia Coelho

  2. Boa dica. Não conhecia essa basílica.

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