A Bela Princesa de Leonardo da Vinci


Arte italiana

O retrato em pergaminho de Bianca Sforza, a última obra-prima leonardesca descoberta pelos estudiosos de arte, voltou à Itália depois de 500 anos e foi exposta no Salão do Trono do maravilhoso Palácio Ducal de Urbino (6 de dezembro a 18 de janeiro de 2015), cidade-natal de Rafael Sanzio.

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A Bela Princesa de Leonardo da Vinci

A Bela Princesa de Leonardo da Vinci

A Bela Princesa (La Bella Principessa) de Leonardo da Vinci, obra realizada entre1455 e 1499.

Bianca Sforza é a Bela Princesa

Como escrito acima, A Bela Princesa de Leonardo da Vinci é Bianca Sforza, filha ilegítima do Duque de Milão, a qual se casou em 1496 com Gian Galeazzo San Severino, capitão-general das trupas milanesas e mecenas de Leonardo.

Na época do retrato, Bianca tinha entre 13 e 14 anos. Infelizmente, ela morreu uns meses depois, talvez por uma gravidez extrauterina.

O pergaminho, feito provavelmente com pele de vitelo, foi datado pelo radiocarbono no período entre 1440 e 1650.

Supõe-se que a protagonista pertencia à corte milanês da última década do século XV, quando os penteados refinados estavam na moda.

O retrato da princesa foi arrancado de um livro

O retrato foi arrancado do livro Sforziade, um volume luxuoso realizado para comemorar o casamento de Bianca Sforza e que está guardado na Biblioteca Nacional da Polônia em Varsóvia.

Pesquisas científicas foram realizadas pelo Professor de História da Arte Martin Kemp que, juntamente com Pascal Cotte, da Lumière Technology, foram até a Biblioteca Nacional da Polônia e constataram que uma página do Sforziade realmente tinha sido arrancada no ponto exato em que o retrato poderia ser inserido. E assim foi.

A Bela Princesa de Leonardo da Vinci

A Bela Princesa restaurada.

O quadro pertence atualmente a um canadense

Segundo D.R. Edward Wright, Professor Emérito de História da Arte na University of South Florida, o livro chegou à Polônia no início do século XVI quando um componente da família Sforza casou-se com um membro da família real polonesa.

A folha foi arrancada, talvez, na época em que o livro foi encadernado no século XVII ou XVIII.


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Desde então, suas pistas desapareceram até o momento em que foi comprado por um restaurador italiano, cuja viúva o leiloou em 1998 na Christie’s, tendo sido comprado por uma mercante de arte nova-iorquina pelo preço de 21.850 dólares.

Quase dez anos depois, em 2007, o colecionista canadense Peter Silverman comprou o retrato de Bianca Sforza na galeria da mercante nova-iorquina e, graças à sua hipótese de que o retrato fosse uma obra de arte leonardesca, hoje temos A Bela Princesa reconhecida pelos estudiosos como um trabalho do gênio Leonardo da Vinci.

A Bela Princesa de Leonardo da Vinci

Retrato de Bianca Sforza, frente/retro. Depois de ter sido removido do manuscrito, o pergaminho com o retrato foi colocado por meio de um adesivo sobre um suporte em madeira de carvalho, como este na imagem. Foto: Scripta Manent.

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VIAGEM NA ITÁLIA

Desde 2003, sou residente em Riccione, um balneário turístico na região Emília-Romanha. No fim de maio de 2013, decidi tirar da gaveta a ideia de escrever um blogue com dicas de viagem na Itália, divulgando, assim, o maravilhoso patrimônio artístico, cultural e paisagístico que só este país pode oferecer. Desde 2018, trabalho como guia de turismo autorizada em Bolonha, Roma e Vaticano. Estou também no Facebook, Instagram, Twitter e YouTube. Assine a newsletter mensal.

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